Fonte: Assessoria

18/01/2016



A última reunião mensal de 2015 da Governança Regional do Plano de Desenvolvimento Regional Integrado (PDRI) fez uma mescla entre o que foi discutido e aplicado em 2015 e o que se pretende debater e estudar em 2016. Destaque para muitas iniciativas que vem sendo desenvolvida e ganha novas etapas a partir de agora. Todas as ações pretendem contribuir para o fortalecimento e desenvolvimento integrado da região.

A relevância do encontro é respaldada pela presença de pelo menos 40 representantes de entidades, instituições públicas e privadas, órgãos públicos e movimentos sociais do Sudoeste. O PDRI é coordenado pela Agencia de Desenvolvimento de Desenvolvimento Regional do Sudoeste do Paraná, e tem como parceiros a Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop), Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Sebrae-PR e Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Sudoeste do Paraná (Cacispar).

Entre os assuntos discutidos esteve a apresentação do debate em torno dos estudos das cadeias produtivas propulsivas, realizada por Marcelo Percicotti, coordenador de Desenvolvimento da FIEP. O assunto ressaltou as atividades que se desenvolvem ao entorno de uma cadeia produtiva, no caso do Sudoeste, na proteína animal, agroalimentos têxtil, artigos metálicos de uso doméstico, madeira e mobiliário. Marcelo afirmou que ainda existe uma carência de elos de ligação para que possa agregar mais valor. Para 2016 será feito um mapeamento das cadeias produtivas no Paraná por iniciativa da Fiep. Será feita uma atualização dos dados da região, uma classificação por coeficiente locacional, e complementar os índices de complexidade econômica e tentativa de implantação das câmaras temáticas das cadeias produtivas.
Sistema monitoramento PDRI

Outro assunto discutido foi o estágio em que se apresenta a criação do sistema de monitoramento do PDRI, que está sendo desenvolvido pelo empresário duovizinhense na área de tecnologia Adriano Radaelli. Com recursos do BID (Bando Internacional de Desenvolvimento) a empresa foi contratada para desenvolver o projeto que vai abrigar as ações do PDRI. Radaelli, que também é presidente da Associação Comercial Empresarial de Dois Vizinhos, explicou que o sistema vai possibilitar para que todos os envolvidos poderão acompanhar os projetos, ações, programas e toda estrutura de gestão do PDRI pela internet. Todas as entidades estarão presente na página e os atores envolvidos. Explicou o funcionamento e quem serão os alimentadores, assim como operadores.

Plano aeroviário


O tema aeroviário voltou á pauta por haver uma nova faze em andamento. Enquanto lideranças em nível estadual e federal discutem a forma de investimento aeroviário no Sudoeste, o receio é que a falta de entendimento político na região possa comprometer os recursos. A solicitação no encontro é que os atores sociais e lideranças apolíticas interfiram para provocar mais debate sobre onde seriam feitos os investimentos. Também foi colocado que em recente reunião realizado em Cascavel sobre infraestrutura no Paraná a recuperação do Corredor Sudoeste deve receber aporte por parte do Estado, mantendo programa de concessões. 

Plano tático PDRI


O consultor empresarial de Foz do Iguaçu Hugo Ribeiro, que está auxiliando no desenvolvimento do novo Plano Tático do PDRI, fez uma explanação sobre o que percebeu no que foi feito até aqui e o que propõe. Citou que algumas etapas foram deixadas para traz e que agora é momento de rever e melhor trabalhar estrategicamente. “Continua sendo um caderno, só que agora na edição 3, mas com material um pouco mais elevado. Temos a busca constante de materializar os projetos, tirar do papel. As ações estratégicas vão virar agora objetivos estratégicas. Tudo isso para buscarmos a elevação da qualidade de vida em pelo menos 60% dos municípios da região até 2020”, explicou Ribeiro. Lembrou que são 15 os objetivos estratégicos que já resultaram em 27 projetos, e alguns ainda estão por ser feito.

O coordenador da governança e diretor da Agencia Célio Boneti ressaltou os avanços e comentou que a medida em que os planos foram avançando nos municípios vai precisar um mapeamento especifico para cada área. “Cito como exemplo a industrialização que precisa atender a certos critérios mínimos e não simplesmente vontade. É preciso verificar se é estrategicamente viável para a cadeia produtiva”, ponderou Boneti, salientando que a função do PDRI é monitorar o poder público para que os projetos sejam concretizados para o Sudoeste.

O diretor salientou que em janeiro não haverá reunião, mas que na primeira semana de fevereiro os trabalhos retornam. Ao término teve entrega de lembranças aos participantes e sorteio de 3 bolsas do PDRI, com confraternização.

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