Fonte: Assessoria

22/02/2016



O projeto Leite Sudoeste liderado pela Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop) ganhou um aliado para levar informações técnicas de toda a cadeia produtiva do leite nas propriedades rurais. A Arfacar-Sul (Associação das Casas Familiares Rurais do Sul do Brasil) firmou um convênio com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para levar 21 técnicos para o trabalho de campo em todo Sudoeste. O Leite Sudoeste já possui técnicos em todos os 42 municípios da região com a criação de 294 propriedades modelo – ou Unidades de Referência Familiar.

O convênio da Arcafar, denominado de chamada pública ATER – Sustentabilidade Leite, vai contratar zootecnistas, médicos veterinários e técnicos em agropecuária para atuar em 1.000 propriedades do Sudoeste, com prioridade aos 15 municípios que ainda não foram atendidos em outros convênios do gênero. A seleção das propriedades vai ficar a cargo dos técnicos, em conjunto com os coordenadores do projeto, Dirce Maria Slongo e Gelson Zanella, e com os secretários municipais de agricultura. A chamada pública foi firmada no valor de R$ 3.166.460,91 para cobrir o projeto pelo período de 40 meses, com previsão de início em março próximo.

Apresentação

O projeto foi apresentado nesta quarta-feira (17) na sede da Amsop para lideranças da região além de parceiros da iniciativa como Emater, Seab, Sebrae, Grupo Gestor, secretários Municipais de Agricultura, Incra, universidades, Agência de Desenvolvimento Regional,  técnicos e representantes do MDA. A Amsop esteve representada pelo médico-veterinário coordenador do projeto Leite Sudoeste Clóvis Cuccoloto.

Na apresentação o delegado do MDA Reni Denardi comentou sobre o projeto salientando a relevância para a cadeia produtiva do leite. “Não se trata apenas de um projeto técnico da produção de leite, mas sim de todo o sistema que agrega a propriedade e a atividade. O trabalho vai auxiliar principalmente desde o manejo até sistema de crédito, sanidade, questões ambientais, cooperativismo, sustentabilidade, clima solo etc”, comentou Denardi. Os dados de atuação do projeto foram relatados pelo delegado do MDA Alexandre Farias, que explicou os passos que devem ser cumpridos pelos envolvidos, como por exemplo, a exigência de comprovação de execução das etapas. “Haverá fiscalização para o bom funcionamento do projeto”, frisou.

Apoio

Uma das coordenadoras do projeto pediu apoio para que as propostas se somem as iniciativas que já foram desenvolvidas ou que estão em curso e adiantou cronograma. “Nós vamos trabalhar para atender todos os municípios e por isso precisamos de apoio das secretarias e de todos os atores envolvidos com a cadeia produtiva. No próximo dia 24 vamos iniciar a formação dos técnicos para que possam estar integrados a metodologia e depois de mobilização junto aos municípios e sindicatos vamos poder colocar em prática as ações”, ressaltou Dirce.

Realidade Sudoeste

Durante a apresentação os chefes dos escritórios da Emater e da Seab da microrregião de Francisco Beltrão, Neri Munaro e Orlei Lopes – respectivamente – falaram sobre os números que definem a cadeia produtiva do leite no Sudoeste. Embora com dados de 2006 (último Censo agropecuário) estima-se que existam mais de 25 mil propriedades rurais na região que atuem com leite, o que representa algo em torno de 75% do total das propriedades. Esses trabalhadores foram responsáveis pela produção de mais de 1,164 bilhões de litros de leite em 2014, com uma média de produtividade em torno de 10.4 litros de leite por vaca a cada dia. Com o projeto Leite Sudoeste e convênios de apoio a meta é fazer com que a média suba para 14 litros por vaca/dia. Orlei lembrou que ainda há muito em se fazer já que a abrangência do Leite Sudoeste, o convênio da Arcafar, e o constante trabalho dos técnicos da Emater e Seab não conseguem atingir a totalidade das propriedades.

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