Fonte: Assessoria

29/02/2016



O presidente da Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop) o prefeito de Marmeleiro Luiz Bandeira, e o presidente da Comissão de Saúde da entidade o prefeito de Bom Jesus do Sul Cesar Bueno lideraram na sexta-feira (19) discussões sobre o futuro do SAMU. A gestão do sistema e o reajuste exigido pelos funcionários são alguns dos pontos debatidos. Grupo ainda aprofundou discussões sobre temas envolvendo o hospital São Francisco.

No encontro, realizado na sala de reuniões da Amsop também estiveram presentes a presidente do Conselho Regional dos Secretários Municipais de Saúde (Cresems) Ivone Sponchiado, os chefes da 8ª Regional de Saúde (Francisco Beltrão), Cíntia Ramos, e da 7ª Regional de Saúde  de Pato Branco, Nestor Werner. Ainda participaram as secretárias municipais de saúde de Pato Branco Antonieta Chioqueta, e de Francisco Beltrão Rose Mari Guarda, o prefeito de Francisco Beltrão Antonio Cantelmo Neto, e o prefeito de Ampére Hélio Alves, que é presidente do Ciruspar (Consórcio Intermunicipal de Rede de Urgência do Sudoeste do Paraná), a coordenadora do SAMU Keli Cristina Custódio, a coordenadora da Associação Regional de Saúde do Sudoeste (ARSS) Rosely Machado Newton, e representante da AcamsopM13 o vereador Gelso Lindener, e assessores.

SAMU

Embora a pauta de discuções apresentasse seis itens, o assunto que mais recebeu atenção foi sobre o futuro do SAMU na região. As dificuldades em adiministrar o defict contábil vem aumentando a cada mês, agravada com a inadimplência de alguns municípios e a disparidade entre o que o governo federal repassa frente ao Estado e municípios. De acordo com Keli, o Ciruspar (administra o SAMU) tem para receber mais de R$ 1,1 milhões. Para piorar os funcionários pressioam por correção no salário assima de qualquer possíbilidade de cumprimento.

De acordo com a coordenação o maior volume de recursos é destinado para manter a Central de Regulação do atendimento, sediado em Pato Branco, na ordem de R$ 500 mil mensais. Uma das possibilidades seria a extinção da central repassando tudo para a regional de Cascavel, mas lideres temem por uma significativa queda na qualidade do serviço prestado. A busca agora é por alternativas, seja na cobrança dos atrasados, maior contribuição do Estado e cortes na Central.

Bueno e Bandeira definiram em conjunto com a equipe convidar o diretor de Políticas de Urgência e Emergência da Secretaria de Estado da Saúde Vinícius Augusto Filipak para assembleia na Amsop no dia 18 de março. A ideia é definir em conjunto com prefeitos medidas que possam amenisar o impacto financeiro. Ainda ficou acertado que Antonieta, a representante do Cosens no Sudoeste, levará o assunto para reunião do conselho no próximo dia 29, em Curitiba. 

Para Werner, da 7ª Regional de Saúde, o serviço prestado pelo SAMU no Sudoeste está acima da capacidade de pagamento dos municípios. “O sistema é muito bom e presta um serviço de primeiro mundo que nós não conseguimos bancar”, resumiu o chefe da regional. Bandeira lembrou da dificuldade em administrar quando presidente do Ciruspar, mas entende que todos precisam somar esforços para equializar as contas.

São Francisco

Com relação as dúvidas e solicitações envolvendo o hospital São Francisco foram discutidos sobre licença sanitária, revisão de Termos de Ajustamento de Conduta (TAC), cirurgias eletivas, comissão de avaliação interna, municípios inadimplentes e possíveis cortes no atendimento de pacientes, e o envio de oficio solicitando o nome do novo responsável pelo hospital a quem a comissão possa se reportar, já que comunicou a saída do então administrador Edyo Santi.

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