Fonte: Assessoria

09/09/2016



Uma verdadeira delegação de integrantes do Departamento de Estradas e Rodagem (DER) e da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Curitiba e das regionais de Pato Branco, Francisco Beltrão e da superintendência em Cascavel vieram ao Sudoeste na noite de segunda-feira (29). A comitiva esteve na Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop) especialmente para detalhar o projeto de concessão do Corredor Sudoeste, entre Novo Horizonte e Marmelândia (Palmas/Realeza).

Superintendentes, diretores técnicos, diretores de operação, assessoria ambiental, engenheiros e assessoria jurídica do DER participaram da reunião para sanar todas as dúvidas e ouvir sugestões das lideranças do Sudoeste. O encontro foi agendado pela Amsop e Agência Regional justamente para filtrar pontos ainda em debate e para orientar sobre o andamento do projeto, que prevê audiências públicas até final de outubro.

Sabatina

Sabatinaram a equipe representantes da Amsop, Agência Regional de Desenvolvimento do Sudoeste do Paraná, governança do PDRI, Cacispar, Fiep, ACEFB, ACEPB, ACEDV, Rodosul, ATRAM, Sest/Senat, Sebrae, Rotary, Ocepar, AcamsopM13 e outros. Além de melhores detalhes do projeto, grupo insiste em buscar alternativas para baixar valor da tarifa, e confirmam que concessão será inevitável.

Entre as sugestões que estão sendo defendida está a possibilidade de derrubada de alguns impostos estaduais, federais e municipais, que juntos somam 20% do valor da tarifa. Ainda defendem maior prazo entre a apresentação do edital e o dia da licitação, oportunizando maior concorrência. Querem que o teto da tarifa, ou seja, o valor máximo cobrado em cada uma das 6 praças de pedágio seja menor que os R$ 5,45 sugeridos até aqui. Isso tudo sem alterar o projeto.

Cronograma

A concessão de 25 anos para exploração prevê recuperação, limpeza e manutenção nos dois primeiros anos, e somente a partir do terceiro ano seriam iniciados os trabalhos de implantação das terceiras faixas, com possibilidade de serem concluídas no nono ano, ou seja, em 2025. O investimento estimado é de R$ 1,8 bilhões, e mais R$ 1,3 bilhões de custos e despesas operacionais.

A apresentação dos aspectos técnicos do projeto, extraído do projeto original elaborado pelo Consórcio Sudoeste e que já foi apresentado às lideranças da região há pouco menos de 20 dias, foi relatado pela diretora de operações do DER Kamile Gumiurski, e pelo supervisor do DER no escritório de Cascavel Paulo Milani.

Entre as novidades anunciadas está a previsão de início dos trabalhos já para o começo de 2017 – isso se tudo seguir dentro do cronograma previsto – com ações a partir de Marmelândia (Realeza), seguindo para Ampere, Francisco Beltrão, Renascença, Pato Branco, Clevelândia até Palmas. Todo o trecho de 285 km serão recuperados – de forma emergencial - e conforme as praças vão ficando prontas inicia a cobrança a partir de Realeza. A previsão da primeira praça é de 10 meses após início dos trabalhos, e ainda existe a possibilidade de deslocamento de qualquer praça em até 10 km, conforme a necessidade comprovada.

Os questionamentos partiram principalmente do integrante do conselho de Infraestrutura da Fiep João Mohr; do presidente da Amsop Luiz Bandeira; do presidente da ACEFB Marcos Guerra; do diretor e do presidente da Agência de Desenvolvimento Célio Boneti, e Luiz Carlos Peretti, respectivamente; além do presidente da Cacispar Jair dos Santos e demais participantes. Todos querem tarifa menor por conta da proximidade entre as praças, e ressaltaram o custo logístico para a região, que já sofre pela distancia de portos e grandes centros.

Milani justificava o projeto, e reafirmou que o Estado não tem recursos para recuperar o trecho. “O que eu gostaria de dizer é que o Estado tem dinheiro para melhorar toda a malha viária e que a concessão não seria preciso. Mas isso não é possível. O Estado, assim como a grande maioria dos demais Estados não tem verba para obras dessa magnitude. Mas será a sociedade que vai decidir se quer ou não terceirizar a rodovia”, afirmou o superintendente do DER.

Kamile por sua vez ressaltou que o projeto foi todo revisado e reanalisado por profissionais do DER. “Nos já passamos um pente fino no projeto fizemos ajustes e nova avaliação será feita para possíveis correções. Tudo que foi possível para reduzir custo e manter segurança foi feito”, disse a diretora de operações do DER.

O valor da tarifa e a quantidade das praças, segundo os técnicos, foi definido com base no custo por km de acordo com a movimentação média em todo trecho se comparado com a infraestrutura que se pretende implantar. A média de veículos é estimada em 4.500 por dia nas 6 praças.

O presidente da Amsop desabafou. “Nós temos feito contas e verificamos que um caminhão 9 eixos vai pagar cerca de R$ 1.000,00 em pedágio para ir até Paranaguá e voltar se passar por todas as praças. Tá mais caro do que ir para o Mato Grosso. Infelizmente será ainda pior para a região transportar sua produção”, queixou-se Bandeira, que pediu mais explicações sobre a necessidade do contorno em Marmeleiro. “Fizemos todos os estudos e a proposta de menor custo e beneficio aos motoristas está no projeto original”, disse Milani.

A angustia também foi relatada por Guerra. “O empresariado não aguenta mais pagar impostos e taxas, e vai ter que pagar ainda mais para ter um direito garantido, que é apenas rodovias em boas condições”, frisou. No entanto concordam que as péssimas condições do trecho não podem continuar.

Boneti pediu para que o DER e o governo mantenha as entidades informadas e que o projeto possa ser amplamente divulgado para a comunidade.

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