Fonte: Assessoria

17/10/2016


Movimento busca valorização do queijo colonial


A produção de queijo colonial na região Sudoeste do Paraná faz parte da própria história de colonização da região, mas infelizmente não encontrou até agora um caminho seguro e legal para demarcar seu espaço de produção e comercialização. A carência de uma legislação especifica coloca o produto na categoria de informal, mesmo sendo apreciado por grande parcela de consumidores.

Esses desafios passaram a contar recentemente com a atenção e empenho de um grupo de organizações como Agência, Mapa, Embrapa, UTFPR, UFFS, Emater, SEAB, UNICAFES, IAPAR, prefeituras municipais, entre outras.

Debate

Uma das primeiras iniciativas foi uma viagem técnica até Joinville-SC de um grupo de pessoas ligadas as organizações acima referidas para participar de um Seminário Nacional que tratou tema “queijo artesanal produzido à leite cru” , bem como relato de experiências de outras regiões pelo Brasil que produzem e comercializam seu queijo colonial com suas características. 

Com essas informações foram convidados representantes de entidades, instituições de ensino, associações, órgãos do Estado e governo federal, além de representantes de prefeituras e produtores rurais para aprofundar o debate. Um encontro ocorreu no mês passado na sede da Assesoar, em Francisco Beltrão. Na oportunidade foram realizados relatos por pessoas que participaram do evento em Joinville, bem como, apresentada as problemáticas que envolvem o produto, principalmente na questão legal, sanidade e padrão de qualidade.

Grupo de trabalho

O auditor-fiscal federal do escritório regional do MAPA Diego Gheller, que assumiu a pauta junto a governança do PDRI, relata que após a provocação do assunto se percebeu a importância da pauta para a região. “Depois da viagem técnica o pessoal se entusiasmou e agora com o encontro dividimos o movimento em quatro subgrupos para melhor trabalhar. Um grupo vai buscar informações sobre legislação, outra pesquisa acadêmica, um terceiro levantamento de dados sobre o queijo na região, e o terceiro indicação geográfica do produto”, contou Gheller na reunião mensal do PDRI ocorrida nesta terça-feira (4), no Sebrae em Pato Branco.

Desafio legal

O professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) João Francisco Marchi, integrante da governança do PDRI, explica que a maior dificuldade está em obter a legalidade por se tratar de um produto que não passa pela pasteurização. Marchi comenta ainda que a proposta deverá ampliar para outros campos, como da qualificação, acompanhamento técnico, sucessão familiar e empreendedorismo. “O queijo colonial é diferente e tem mercado. Mas para sua produção dar certo precisa avançar em vários aspectos. Precisa do envolvimento de todos”, entende o professor.

Uma contribuição para essa temática, segundo o professor, são duas linhas de pesquisa que contam com edital da Embrapa/UTFPR, por meio de emenda parlamentar. Uma é para o diagnóstico socioeconômico, tecnológico nas queijarias da região, e a outra é na pesquisa cientifica sobre bactérias benéficas para ser utilizado no queijo artesanal – um futuro fermento lácteo.

Próximos passos

Em paralelo o Grupo de Trabalho - já agendou para o dia 4 de novembro um seminário para apontar o que foi levantado de informações. Ainda será verificado o que diz a legislação perante as pequenas queijarias que tem interesse nesse produto. O grupo propôs também a elaboração de um projeto que possa ser cadastrado em editais públicos de pesquisa, e que em um segundo momento serão firmadas parcerias com entidades, cooperativas e sindicatos. Integram o Grupo de Trabalho GT, representantes da coordenação Agência, Mapa, Embrapa, UTFPR, UFFS, Emater, e das vigilâncias sanitária da região.

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