Fonte: Douglas Kichel/Jornal Liberal

21/12/2016



Integrantes de Realeza do Grupo de Corrida e Caminhada Cascavel Run irão participar da 92ª Corrida Internacional de São Silvestre em São Paulo no próximo dia 31 de dezembro, sábado.

A tradicional corrida receberá cerca de 30 mil corredores de diversos países, que enfrentarão os 15 quilômetros por ruas e avenidas da Capital Paulista. A largada será na Avenida Paulista, altura da Ministro Rocha Azevedo, e a chegada em frente ao prédio da Fundação Cásper Líbero.

A programação no dia da prova começará às 8h20 (de Brasília), com a categoria Cadeirantes. Em seguida, será a vez da elite feminina, às 8h40. A partir das 9 horas será a vez das pessoas com deficiência, pelotão de elite masculino e pelotão geral (masculino e feminino), nesta ordem.

Três casais do grupo de Realeza estarão presentes; a professora da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) nutricionista Elis Carolina de Souza Fatel, e o servidor público federal engenheiro civil Helder Calsavara Ferreira, residentes em Realeza há cerca de três anos. Professora da UFFS farmacêutica bioquímica Jucieli Weber, e o cirurgião dentista Márcio Cezimbra das Chagas, residentes em Realeza há quase seis anos. Professora da UFFS formada em Ciências Biológicas Bárbara Grace Tobaldini de Lima, e o servidor público federal Cristian Lima, residentes em Realeza desde agosto de 2014.

Em entrevista à reportagem do Jornal Liberal, os participantes destacam a expectativa e a preparação para participar da São Silvestre. Confira:

Jornal Liberal – Como/quando surgiu a ideia do grupo de participar da São Silvestre?

Elis e Helder: Primeiro veio a ideia de formar um grupo para caminhadas e corridas e também para fazer amigos. A ideia de correr a São Silvestre vem se desenhando desde a criação do grupo, quando começamos os treinamentos com nosso técnico João Marcelo, no início do ano. Mas quando começamos a fazer os treinos mais longos, passando pelas subidas da Avenida Rubens Cesar Caselani (em Realeza) começamos nos inspirar na subida da Avenida Brigadeiro Luis Antonio, trecho mais temido da São Silvestre.
Jucieli e Márcio: Quando começamos a procurar motivação para continuarmos com os treinos que estavam ficando longos e pesados.
Bárbara e Cristian: Inicialmente a São Silvestre não fazia parte dos meus planos e objetivos, mas quando a Elis comentou que já tinha feito e que poderíamos, topei na hora. Seria uma grande meta a ser alcançada e com isso, um estímulo maior para realizar os treinos.

JL - Qual a expectativa de participar da prova?

Elis e Helder: A expectativa é terminar bem, correndo todo o trajeto, sem se preocupar com o tempo e se divertir em meio à multidão. Fechar o ano de 2016 com mais está conquista.
Jucieli e Márcio: A expectativa é concluir, se divertir e finalizar o ano de 2016, que foi de muitos treinos e muitos desafios com uma grande conquista.
Bárbara e Cristian: A expectativa é grande, um desafio que exige muito treino físico, mas também mental, além disso, será uma oportunidade para que eu conheça melhor os meus limites e as minhas capacidades. Espero que seja uma bela prova e que eu consiga completa-la.

JL - Todos tem experiência ou já participaram de grandes eventos semelhantes a São Silvestre? Ou, quais outros eventos que já participaram?

Elis e Helder: A Elis já participou da São Silvestre de 2012, mas nós estamos participando de eventos menores na região há mais de dois anos. Participamos de algumas corridas do SESC em Foz do Iguaçu, Cascavel e Francisco Beltrão, da Corrida do Batalhão da PM também e Foz, provas meia maratona, com revezamento em Toledo e Cascavel e outras menores também em Cascavel.
Jucieli e Márcio: Nem todos possuem experiência em grandes corridas, apenas um participante já fez a São Silvestre. Mas, todos já participaram de provas menores percorrendo percursos crescentes de 5 km, 7 km, 10,5 km e 12 km. Um exemplo foi a corrida noturna da Unimed 2017.
Bárbara e Cristian: No meu caso a distância maior de uma prova, até o momento foi de 12Km, em Cascavel. Mas comecei com uma de 5km, depois 7km, 10km em Brasília, até chegar nos 12km.

JL - A prática de esportes, nesse caso a corrida, trouxe quais benefícios na vida de vocês?

Elis e Helder: Há um grande ganho em qualidade de vida, pois melhora o sono e o humor, bem como nas relações interpessoais com os membros do grupo. A cada prova realizada conhecemos novas pessoas ou reencontramos velhos amigos. É surpreendente o ganho pessoal, a elevação da autoestima a cada marca ou objetivo superado, todos comemorados pelo grupo, o qual é fortalecido a cada treino e a cada confraternização que realizamos. Com os treinos, que exigem disciplina, também vem o cuidado com a alimentação, que naturalmente melhora em muitos aspectos.
Jucieli e Márcio: Melhora da condição física, respiratória, emocional e nos exames de sangue. E principalmente fortaleceu a amizade e o companheirismo. 
Bárbara e Cristian: São muitos, ainda mais quando o significado de “vida” é além da estrutura corporal. A corrida, no plano físico me trouxe uma melhoria no sistema muscular, e no sistema cardiovascular. E também bons amigos, um jeito leve de viver e compartilhar os diferentes momentos da vida.

JL – Para quem está iniciando, ou tem ideia de começar a correr, qual o conselho, ou depoimento de incentivo?

Elis e Helder: A caminhada e a corrida são esportes de entrada, são esportes democráticos, pois não é necessário um grande investimento com equipamento de segurança ou roupas especificas. Podem ser praticados por todos e de todas as idades.
Helder: Sempre gostei muito de caminhar. Acredito que as cidades deveriam oferecer melhores condições de trafegabilidade aos pedestres, com melhores calçadas, por exemplo, e oferecer mais áreas verdes para a população. A corrida veio logo quando conheci minha esposa Elis, que já era praticante do esporte. Assim como muitos, eu também mal conseguia dar algumas voltas correndo no lago e hoje estou me preparando para correr 15 km na São Silvestre. Creio que tanto a corrida quanto a caminhada são esportes que deveriam ser mais estimulados, como forma de melhorar a saúde e a qualidade de vida das pessoas. Moramos em uma cidade de médio porte, mas que não é convidativa para caminhadas e corridas de rua, não só pelo relevo que é um pouco mais acidentado, mas também pela falta de conservação das pistas de caminhada e das calçadas ou mesmo a sua completa ausência. Vemos muitos circulando em carros, Realeza é uma cidade com rua largas, mas sem nenhuma ciclovia, com faixas elevadas, mas muitas sem ligação às calçadas. Sempre há o que melhorar e a prática de esportes, em conjunto com sua divulgação, são formas de trazer a tona o que pode ser melhorado.
Jucieli: Para mim, cada treino é uma grande superação. Quando começamos, eu não conseguia correr 500 metros e não acreditava que conseguiria chegar muito longe, pois sempre fui sedentária. Hoje, quando finalizamos uma corrida longa, de 12 km, 14 km, ainda não consigo acreditar que consegui. Cada corrida é finalizada com uma imensa sensação de bem estar e de felicidade pela tarefa cumprida. As conquistas diárias nos treinos só são possíveis, pois temos um grupo de corrida que nos incentiva, nos impulsiona. Embora a corrida seja uma modalidade individual, correr em grupo e com orientação faz toda a diferença, especialmente nos dias mais difíceis, de treinos mais puxados ou longos. Nesses dias, a superação vem do outro, o incentivo quando já não podemos mais, vem do outro também, e sempre completamos com sucesso.
Jucieli e Márcio: Informação relevante. Treinamos com orientação de um professor de educação física de Cascavel, que nos envia planilhas mensais. Complementamos nossos treinos semanais com fortalecimento muscular e outras atividades esportivas, como musculação, pilates e judô.
Bárbara: Não muito distante, em fevereiro de 2016, me recordo das primeiras caminhadas no lago, e da tentativa de dar uma volta correndo, sim tentativa, pois não tinha condição para correr os 600metros... Logo parava. Aos poucos nos tornamos um grupo com o objetivo de “correr”. Na busca de um treinador, lembrei que já havia visto “Cascavel Run”, procurei, fiz contato, e o João aceitou o desafio de nos orientar e treinar a distância. Uma das primeiras tarefas foi preencher uma ficha e lá tinha – Objetivo. Respondi: Correr 5 km sem parar. Lembro-me de fazer isso e sorrir, pois isso era, no meu entendimento, impossível. 40 dias depois, eu estava correndo os meus primeiros 5 km! Foi incrível, uma experiência única, uma alegria indescritível. E esse mesmo sentimento ainda se faz presente, a cada treino realizado, uma conquista alcançada e a certeza do quanto é bom e me faz bem a prática desse esporte. Ele me faz tão bem, me traz tanta satisfação que procuro chamar outras pessoas e contar que no início, eu não corria, eu não queria correr, e que a São Silvestre não fazia parte dos meus planos, e hoje, para onde vou, sempre tem um tênis na mala esperando por uns quilômetros a serem percorridos.

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