Fonte: Assessoria

13/02/2017



O peso do Samu no orçamento dos municípios foi o principal tema de reunião na sexta (10) entre a Comissão de Saúde da Amsop e a mesa diretora do Ciruspar, o consórcio que administra o serviço de urgência e emergência do Sudoeste. O encontro, realizado na sede da Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná, debateu alternativas para reduzir o custo de manutenção do serviço sem afetar o atendimento do Samu.
 
Atualmente, o Samu é mantido com repasses federais, estaduais e dos municípios, que pagam R$ 1,05 por habitante. A ideia, segundo o presidente da Comissão de Saúde e prefeito de Salgado Filho, Helton Pfeifer, é rediscutir questões técnicas para que o serviço seja mais eficiente. “Não queremos reduzir o atendimento do Samu, apenas melhorar sua gestão para que seu custo às prefeituras seja menor. Por exemplo: é possível melhorar os controles internos de manutenção da frota, rever gastos administrativos e até a redução da contribuição de municípios que não possuem bases do Samu”, explica.
 
Uma comissão técnica está fazendo o levantamento financeiro do Samu para apresentar cinco propostas de redução de custos com o serviço em nova reunião da Comissão de Saúde, no próximo dia 20. A adoção das medidas deve ser discutida em assembleia entre as prefeituras e o Ciruspar.
 
Além de prefeitos e secretários de saúde, também participaram do encontro a chefe da 8ª Regional de Saúde, Cintia Ramos, o presidente do Consórcio Ciruspar e prefeito de Dois Vizinhos, Raul Isotton, e a presidente do Cresems, Ivone Sponchiado.
 
Municípios negociam maternidade com São Francisco

Em outro encontro nesta sexta-feira, representantes de Francisco Beltrão, Salgado Filho, Renascença, Manfrinópolis, Eneás Marques e Verê discutiram partes de um novo acordo que está sendo feito com o Hospital São Francisco, que reivindica recursos para manter em funcionamento o serviço de obstetrícia, no qual são realizados partos de habitantes destes seis municípios.
 
Uma proposta inicial do hospital sugeria um repasse mensal de mais de R$ 600 mil para manter este serviço, mas uma avaliação técnica especializada aponta para um valor bem menor gasto pelo hospital com a maternidade. Os municípios apresentarão uma contraproposta ao hospital nos próximos dias.  

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