Fonte: Assessoria Amsop

23/02/2017


Grupo Gestor do Território irá debater método de exploração de gás de xisto no Sudoeste


As pesquisas para exploração de gás de xisto no Sudoeste foram um dos principais temas da primeira reunião do ano do Grupo Gestor do Território do Sudoeste (GGETESPA), realizado nesta quarta (23) na Amsop. Composto por entidades e órgãos governamentais, o grupo pretende promover um evento para debater com a sociedade o modelo de extração do gás através do fraturamento hidráulico, o chamado fracking.
 
O método de exploração do gás de xisto tem levantado polêmicas na região, onde há alguns meses a empresa Global Service, contratada pela Agência Nacional do Petróleo e Gás (ANP), está realizando estudos e testes. “Existe uma preocupação muito grande de parcela da população e nós queremos promover um evento específico para debater melhor a exploração do gás de xisto e o método que está sendo proposto”, explica Luiz Pirin, representante da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf-PR) na coordenação do Grupo.
 
Além da Fetraf, compõem ainda a coordenação do GGETESPA a Assessoar, Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor (Capa) Cooperiguaçu, a Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop), Unioeste, Seab e Iapar.
 
O fracking consiste na perfuração profunda do solo para extração do gás de xisto, em que uma tubulação é inserida e transpassa o lençol freático.  A cada operação, água, areia e mais de 600 substâncias químicas, algumas bem tóxicas, são introduzidas em altíssima pressão para fraturar a rocha e assim liberar o gás.
 
O método tem gerado disputas sobre o uso da água no EUA e no Sudoeste alguns municípios já chegaram a elaborar leis que proíbem a utilização do faturamento hidráulico devido ao risco ambiental. O fracking, no entanto, é visto pelo governo federal como uma alternativa energética, já que o gás de xisto é um combustível fóssil que possui as mesmas características que o derivado de petróleo.
 
O encontro da coordenação do Grupo Gestor também discutiu a participação das entidades no Seminário Regional de Meio Ambiente que ocorrerá no próximo mês, e ações e projetos de implementação da Carta do Sudoeste Ambiental, elaborada no ano passado.

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