Fonte: Assessoria Amsop

24/02/2017



Pela primeira vez municípios com bases de suporte básico e avançado pagarão mais ao Ciruspar, o consórcio que administra o Samu 192 no Sudoeste. A decisão foi aprovada na sexta-feira (24) em assembleia com prefeitos da região na Amsop (Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná) e coloca em prática uma reivindicação antiga de municípios que utilizam menos o atendimento do Samu.
 
Até então, todas as prefeituras pagam R$ 1,05 por habitante; a partir de março o rateio custará R$ 1,05 aos municípios que não possuem base, R$ 1,15 aos que tem unidade de suporte básico e R$ 1,25 aos de unidade avançada.
 
“Nós temos um princípio de manter e viabilizar o funcionamento do Samu, que é um serviço indispensável para socorrer as pessoas em várias situações, mas entendemos que alguns pontos relacionados à gestão precisam ser melhorados, por isso vamos atrás dos entes federativos e dos prefeitos da região para aperfeiçoá-lo”, explica o presidente do Ciruspar e prefeito de Dois Vizinhos, Raul Isotton.
 
Com o reajuste aprovado, o valor total bancado pelas Prefeituras chega a R$ 711 mil mensais e evidencia uma realidade em que os municípios passam a assumir uma parcela cada vez maior da manutenção do Samu. 
 
Quando foi concebido, a União bancaria metade do custo do serviço e o Estado e prefeituras a outra metade. Quatro anos após o funcionamento do Samu, a realidade é outra: hoje os municípios custeiam 44%, o Estado 19% e o governo federal 37%. Segundo Isotton, um pedido para rever a contribuição da União foi enviado ao Ministério da Saúde neste ano para aliviar o peso do serviço aos municípios.
 
Na assembleia, a Comissão de Saúde da Amsop e a Câmara Regional da Rede de Urgência e Emergência também apresentaram um estudo financeiro do Samu no Sudoeste. A ideia é rever alguns dos custos do serviço para cortar despesas sem afetar o atendimento, tornando a gestão do Ciruspar mais eficiente.

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