Fonte: Assessoria Amsop

03/03/2017


Revolta dos Posseiros chama atenção de produtores e poderá virar filme internacional


Produtores nacionais de cinema estiveram em Pato Branco na última semana para se reunir com lideranças culturais do Sudoeste. O encontro detalhou a proposta de realizar um filme sobre a Revolta de 57, em que posseiros da região se organizaram e colocaram fim ao assédio de jagunços contratados por companhias de terra que reivindicavam a posse da área.
 
A ideia do filme começou com uma conversa no ano passado em que o jornalista da TV Sudoeste Ari Ignácio de Lima apresentou a história ao ator Nelson Freitas, que se interessou pelo episódio. A proposta dos produtores é realizar um filme com produção brasileira e estadunidense, com financiamento exclusivamente privado, atores renomados como Antonio Banderas e um orçamento entre U$$ 15 e 40 milhões.
 
O presidente da Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop), Frank Schiavini, participou do encontro e se entusiasmou com a possibilidade do filme. “A revolta é uma história fascinante e atraiu a atenção dos produtores, que viram a possibilidade de transformar isso em uma produção mundial e agora tentam viabiliza-la”, comenta. O presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte da Amsop, Jaimir Gomes, também participou do encontro no teatro Naura Rigon.
 
A revolta é uma das únicas do país em que os revoltosos tiveram um desfecho positivo: a partir da década de 1960 o Getsop passou a titular as terras e garantiu a propriedade aos posseiros. “Esse é quase que um marco fundador da identidade do Sudoeste, é um fato que ajuda a explicar quem somos e a grandiosidade de um episódio vitorioso na história do país”, destacou o prefeito Augustinho Zucchi no encontro.

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