Fonte: Redação

29/03/2017


Executivo e Legislativo debatem proibição do fracking em Realeza


O Executivo Municipal de Realeza enviou à Câmara de Vereadores o projeto de lei que proíbe a exploração do solo no município sem autorização, principalmente após estudos sobre possíveis constituintes do gás de xisto. As pesquisas foram realizadas no final do ano passado e começo de 2017 em toda a região, por empresa multinacional, vencedora de licitação da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Durante a sessão do legislativo, na segunda-feira, dia 27, a coordenação municipal de Defesa Civil apresentou o projeto de lei, e informações sobre o fraturamento de solo, conhecido como fracking.

“Encaminhamos a Câmara o projeto de lei, e pelo consenso que tivemos dos vereadores a lei vai ser sancionada. Essa lei proíbe a movimentação dos carros, alvará, e exploração relacionada ao gás de xisto em nossa cidade”, destaca a coordenadora municipal da Defesa Civil, Leandra Fischborn Ribeiro.

A grande preocupação das autoridades está no uso de substâncias químicas que danificam o solo, e consequentemente na vida da população, acarretando em doenças, e prejudicando a produção agrícola.

“Recebemos esse projeto de lei, o qual será muito importante para nós delimitarmos barreiras para o uso do solo no município. Tudo que vem de encontro ao negativo para nossa sociedade, nós também nos posicionamos de forma diferente, para no futuro não pagarmos a conta da parte ambiental e de saúde pública. Hoje o facking já é proibido em várias cidades e Estados”, salientou o presidente da Câmara Cláudio Oliveira.

Nas próximas reuniões os vereadores colocarão em pauta o projeto de lei, para debate e votação em duas sessões. Se for aprovado o projeto segue para sansão do prefeito municipal.

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