Fonte: Assessoria Amsop

28/07/2017


Em assembleia, Amsop reforça necessidade de manutenção de zonas eleitorais


A Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop) foi uma das primeiras entidades a se manifestar contrária a extinção e remanejamento de zonas eleitorais proposta pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ainda em maio. Na assembleia desta quinta-feira (27) com prefeitos, o tema foi novamente discutido e o posicionamento da entidade pela manutenção das zonas eleitorais reforçado.
 
A juíza da 115ª zona eleitoral, que congrega os municípios de Dois Vizinhos, Cruzeiro do Iguaçu, Boa Esperança do Iguaçu e Verê, Micheli Franzoni, destacou que a proposta de extinguir as estruturas pode prejudicar tanto os eleitores que precisam dos serviços dos cartórios e da justiça quanto o próprio processo eleitoral.
 
“O que a gente vem interpretando é que essa resolução afeta em cheio a população, que precisa estar próxima dos serviços. Se implementada, essa proposta vai dificultar o exercício da cidadania, a participação do poder e o próprio acompanhamento e fiscalização no período de eleições, tendo a justiça presente para que não se cometam abusos e irregularidades”, diz Micheli, que palestrou na assembleia da Amsop.
 
Inicialmente a resolução do TSE previa a extinção de várias zonas eleitorais na região. Agora, correm o risco de serem fechadas as de Barracão, Chopinzinho, Mangueirinha, Salto do Lontra e Santo Antônio do Sudoeste.
 
Mas depois de toda mobilização que está sendo feita, inclusive com o envolvimento da Amsop e AMP em conjunto com prefeitos, vereadores e juízes a decisão do tribunal, que considera critérios demográficos para a extinção das ZEs, deve ser revisto e todas as estruturas mantidas.
 
Esta, pelo menos, é a expectativa do presidente da Amsop e prefeito de Coronel Vivida, Frank, Schiavini. “Uma série de instituições estão envolvidas na mobilização para que as atuais estruturas sejam mantidas e continuem existindo, principalmente a Amsop. Ainda estamos debatendo isso e acreditamos que essa discussão seja superada, tendo em vista que o modelo proposto pelo TSE prejudica o sistema democrático”, explica.
 
O encontro da Amsop também discutiu as novas regras para implementar parcerias público privadas nos municípios e congregou a assembleia do Ciruspar, o consórcio que administra o Samu no Sudoeste.

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