Fonte: Assessoria Amsop

08/12/2017


Entidades regionais de saúde apoiam intervenção administrativa no São Francisco


Ao menos três entidades regionais ligadas à saúde pública se manifestaram favoráveis à decisão da Prefeitura de Francisco Beltrão em requisitar a intervenção administrativa do Hospital São Francisco. O Cresems, que reúne os secretários municipais de saúde, a ARSS, associação que congrega os 27 municípios da microrregião, e a Comissão de Saúde da Amsop, que atua com prefeitos das 42 cidades do Sudoeste estão apoiando a intervenção determinada pelo prefeito Cleber Fontana.

“Essa intervenção nos dá condição de pensar em melhorar todo o sistema hospitalar da região, não só atendendo a uma demanda imediata que é a continuidade dos atendimentos, mas também um projeto de longo prazo para solucionar de vez essa questão”, avalia o prefeito de Salgado Filho e presidente da Comissão de Saúde, Helton Pfeifer.

Ligada a Amsop, a comissão manifestou publicamente junto com o Cresems, em ofício enviado às prefeituras, que está de acordo com a ação de Francisco Beltrão. A prefeitura do município requisitou na última sexta (1) a intervenção no hospital, um dispositivo legal que permite que, num prazo de seis meses, o São Francisco passe a ser administrado pelo poder público.

A ARSS (Associação Regional de Saúde do Sudoeste), consórcio que gerencia o Centro Regional de Especialidades, também concorda com a intervenção no hospital. Segundo o presidente e prefeito de Bom Jesus do Sul, Cezar Bueno, esta foi uma “atitude necessária” para manter os atendimentos hospitalares.

“Por muitos anos os municípios ficaram colocando recursos financeiros no hospital e após terem se esgotado todas as negociações esta foi a atitude necessária neste momento para preservar o interesse, acima de tudo, da população. É uma intervenção feita por Francisco Beltrão, mas que tem o apoio dos prefeitos da região”, diz Cezar.

Amsop debate hospital

Desde o início do ano diversos encontros foram realizados na Amsop para tratar da permanência do Hospital São Francisco no Sus. Em junho, os municípios atendidos pela instituição aumentaram os repasses, no entanto o hospital manteve a decisão de sair do sistema público alegando prejuízo mensal com os serviços.

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