Fonte: Assessoria Amsop

07/02/2018



O processo de construção de um hospital público para atender pacientes dos 27 municípios da microrregião de Francisco Beltrão está tomando forma. Na assembleia da ARSS (Associação Regional de Saúde do Sudoeste) de sexta-feira (2), prefeitos e secretários de saúde aprovaram por unanimidade o projeto e se comprometeram em ajudar a custear os serviços a partir de seu funcionamento.
 
A ideia vem ganhando forma desde o final do ano passado, quando a prefeitura de Francisco Beltrão teve que recorrer a uma intervenção administrativa no Hospital São Francisco para manter os atendimentos via SUS. Prefeitos da microrregião que dependem do HSF buscaram, então, apoio junto ao ministro da Saúde, Ricardo Barros, para a construção de um hospital público e obtiveram a sinalização positiva da proposta.
 
Construção e gestão
A nova estrutura deve ser construída em uma área na Água Branca, próxima ao CRE e Hospital Regional, doada pela Prefeitura de Francisco Beltrão. Os recursos devem chegar a R$ 35 milhões, incluindo a construção e compra de equipamentos, e devem vir do governo federal através do Município de Beltrão.
 
“O importante é que os primeiros passos estão sendo dados em comum acordo entre os municípios que irão utilizar o hospital e isso vem sendo muito benéfico porque reforça a necessidade e preocupação que todos temos em garantir o acesso à saúde pública”, destaca o prefeito Cleber Fontana.
 
A participação da ARSS neste processo será de administrar o funcionamento do hospital, seja de forma direta ou indireta, segundo o presidente Cezar Bueno. “Hoje a principal preocupação com relação à gestão hospitalar é que não há mais espaço para amadorismo, por isso é importante debater e buscar ONGs e instituições que tenham expertise neste tipo de administração”, explica.
 
Quase 100 leitos
O projeto do novo hospital foi feito com base na demanda e nos principais gargalos da área hospitalar da região. A proposta é de que a instituição tenha 92 leitos, incluindo os de internamento clínico, de cirurgia, obstetrícia, UTI e psiquiátrico.  O hospital deverá ter capacidade de realizar até 140 cirurgias eletivas por mês em várias áreas e até quatro partos por dia.
 
Melhoria do atendimento
A Amsop integra o processo de construção do hospital através da sua Comissão de Saúde, e segundo o presidente da entidade e prefeito de Santa Izabel do Oeste, Moacir Fiamoncini, o projeto deve dar mais segurança aos municípios da microrregião.
 
“Os últimos anos estão sendo muito instáveis na questão hospitalar, mas felizmente a capacidade de nossas lideranças em sentar, dialogar e debater as melhorias necessárias vem dando frutos. Nesta questão do hospital, por exemplo, teremos mais segurança no encaminhamento dos pacientes e mais uma porta aberta para atendimento”, pontua Fiamoncini. 
 
Projeto em fase final
A Prefeitura de Beltrão ainda trabalha na finalização do projeto de construção (R$ 21 milhões), que tem acompanhamento de um técnico do Ministério da Saúde e deve ser protocolado no governo federal nas próximas semanas.  O deputado federal Assis do Couto também participou da assembleia e, além da Prefeitura de Beltrão, ARSS e Amsop, o processo conta ainda com a participação da 8ª Regional de Saúde, Hospital Regional e Cresems.

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