Fonte: Assessoria Amsop

07/02/2018


Prefeituras bancaram 40% do Samu no Sudoeste em 2017


A direção do Ciruspar, o consórcio de municípios que administra o Samu no Sudoeste, se reuniu na sexta (2) para avaliar a prestação de contas do ano passado. O encontro evidenciou uma preocupação cada vez mais constante para a manutenção do serviço de urgência e emergência: a necessidade de as prefeituras terem que arcar cada vez mais com os custos do Samu.
 
Quando foi idealizado, o serviço teria metade dos recursos advindos do governo federal e o restante seria dividido entre o Estado e os municípios de forma igualitária. Cinco anos depois de implantando, no entanto, 40% do Samu vem sendo custeado pelas prefeituras – 15% a mais que o acordado na época da instalação.
 
Isso ocorre, segundo o presidente do Ciruspar e prefeito de Dois Vizinhos, Raul Isotton, porque o governo federal não vem reajustando os repasses. “A União deveria bancar 50% do Samu, mas em 2017 repassou somente 39% e o Estado 21%. É uma divisão que está pesando cada vez mais para as prefeituras, mas não podemos deixar de pagar para inviabilizar um serviço tão importante”, explica.
 
O encontro desta sexta serviu como uma preparação para a assembleia do Ciruspar, que deve ocorrer até o início de março. Outras duas situações preocupam a entidade; uma é a inadimplência de prefeituras com o serviço – que chega a R$ 2 milhões – e outra o reajuste pedido pelos servidores, que está acima da inflação.

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