Fonte: Assessoria Usina

07/03/2018


Arqueólogos realizam pesquisa na região do Baixo Rio Iguaçu


A arqueologia aplicada a estudos na área de implantação de empreendimentos potencialmente impactantes tem dois objetivos principais: a investigação científica a respeito da ocupação humana na região e a mitigação dos impactos ao patrimônio cultural. Essa prática consiste numa ação preventiva e ocorre no início da implantação ou ampliação de empreendimentos que alteram a paisagem, como é o caso da Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu. Para melhor compreender as transformações ambientais da atualidade é preciso entender a dinâmica da paisagem no passado que, em parte, pode ser captada por meio de estudos arqueológicos que revelam importantes informações sobre os recursos disponíveis e, por consequência, o aproveitamento dos mesmos pelas populações que ali viviam por milhares de anos. Os 18 sítios arqueológicos que serão objeto de estudo nesta etapa da pesquisa, foram encontrados em Capanema, Capitão Leônidas Marques e Realeza. Outros sítios arqueológicos passarão por avaliação, no intuito de definir as mais adequadas estratégias de preservação do patrimônio arqueológico regional. Próximo, no entanto, fora da área de implantação da usina, está localizado o Parque Nacional do Iguaçu, uma das maiores reservas naturais do Brasil com um milhão de hectares de áreas naturais que protegem uma rica biodiversidade de fauna e flora. Na fase prévia de identificação, foram encontrados elementos da cultura material como artefatos líticos, que se referem a pedras lascadas e polidas, bem como um sítio com gravuras; e fragmentos cerâmicos, advindos do uso e descarte de distintos vasilhames. Com o desenvolvimento dos trabalhos, outros testemunhos da ocupação humana deverão ser identificados pelos pesquisadores, que se dividirão entre as etapas de pesquisa em campo, como também de laboratório. No período da estadia dos arqueólogos na região, serão fomentados momentos de interação entre pesquisadores e comunidade, no intuito de partilhar procedimentos e resultados da pesquisa. Na primeira semana de março de 2018, logo após a publicação da autorização da pesquisa em Diário Oficial da União (05/03/2018), foi dado início as escavações dos sítios arqueológicos. O salvamento dos artefatos arqueológicos que compõem esses sítios serão objetos de estudo para a compreensão do comportamento humano pré-histórico. Esses materiais serão encaminhados para análise e posterior interpretação científica. Todo o processo, desde a escavação até a análise laboratorial, ficará por conta da equipe de pesquisadores da Espaço Arqueologia, coordenada pelos arqueólogos Valdir Luiz Schwengber, Alessandro de Bona Mello, Raul Viana Novasco e Jedson Francisco Cerezer. Em paralelo, um projeto integrado de educação aspira estabelecer um diálogo com as comunidades presentes no entorno do empreendimento. Através da Educação Patrimonial, processo educativo para a compreensão social e histórica das referências culturais, os educadores promovem, por meio de processo dialógico, reconhecimento, valorização e preservação do patrimônio cultural e arqueológico por meio da socialização dos resultados da pesquisa com docentes e discentes de escolas contempladas pelo projeto.

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